19 de outubro de 2015

Renovo


Renovo: O Poder de se Reinventar
Autor: Fernando Moraes
Editora Novas Ideias
Número de Páginas: 112
Onde Comprar: Saraiva/Submarino
Sinopse: Atitudes positivas, reconhecimento por um feito artístico, envolvimento cognitivo com o que se gosta e o que se faz bem. Essas são algumas atitudes que fazem parte do Renovo.


O Renovo nos dá a possibilidade de fazer melhor, de ter esperança, de transformar o estado de fatalidade em felicidade mesmo que seja momentânea. É preciso se reinventar para que aconteça a mudança de vida. 

O Renovo pode, e deve, fazer parte da vida de todos. Superar o que não serve mais e construir hábitos importantes, cada vez mais presentes. A transformação vem de dentro. É essencial querer mudar, procurar a renovação interna com inspirações que vêm de fora.

Pense nisso. Renove-se. Inspire-se. Mude.

Minha Opinião: Quando olhei para esse livro esperei ler uma coisa totalmente diferente. Estava esperando um livro estilo autoajuda que ajudaria a reinventar como próprio nome diz e me decepcionei e me alegrei ao mesmo tempo. 

Renovo não é um livro de autoajuda.

Embarcamos numa conversa íntima com o autor Fernando Moraes sobre vários aspectos da nossa atual sociedade que parece sempre pronta para entrar em briga e o com alto nível de intolerância. Com esses temas em mente, Fernando aborda sua experiência com frases de lições de vida para passar uma ideia de como o mundo está funcionando e qual seria  melhor característica para reinventar.

O livro é curto em suas 112 páginas com letras de tamanho médio, o que faz a leitura ser extremamente prazerosa. O autor iniciou cada capítulo com frases de famosos como Shakespeare, Karl Marx, Chico Buarque, Dalai Lama entre outros.

E devo dizer que esse livro é inspirador em todas suas facetas, não só no modo em como a sociedade está hoje, mas é um tapa na cara e eu realmente amei isso. O autor expressou em suas poucas páginas todos os sentimentos e denúncias que temos feitos a nós mesmo na procura pela felicidade.

Se reinventar não é apenas um favor para sua felicidade, mas para todos no mundo e aprender um pouco mais e observar isso é demais.

Um livro que realmente merece ser lido.

13 de outubro de 2015

Cinco Dias


Cinco Dias
Autora: Julie Lawson Timmer
Editora Novo Conceito
Número de Páginas: 368
Onde Comprar: Saraiva/Submarino
Sinopse: Até que ponto você estaria disposto a se sacrificar por amor?
Mara Nichols é uma advogada bem-sucedida, esposa e mãe dedicada. Ela está doente. Uma doença devastadora. Ela precisa colocar um fim ao sofrimento dos últimos tempos.
Scott Coffman é um professor do ensino fundamental que precisa cuidar de um garoto de oito anos enquanto a mãe do menino cumpre pena na prisão.
Mara e Scott têm apenas cinco dias para dizer adeus àqueles que amam. Essa talvez seja a maior prova de amor que poderiam dar a essas pessoas.


Minha Opinião: Cinco Dias é provavelmente um dos livros mais dolorosos e reflexivos que já li até hoje. Narrado em terceira pessoa por dois personagens: Mara e Scott, a história conta sobre os cinco dias que esses personagens possuem para dar adeus as pessoas que eles amam.

Mara Nichols é portadora da doença de Huntington (uma doença pior que o Alzheimer, pois a pessoa vai se degradando até chegar num estado vegetativo). Ela é uma excelente advogada, uma excelente esposa e mãe também, mas as questões sobre vida e morte lhe assombram desde que foi diagnosticada e acima de tudo assombra o que sua morte ou o estado vegetativo pode causar para seu marido e para sua filha pequena.

Em contrapartida temos Scott Coffman, um professor de ensino fundamental que está cuidando de um garoto, Curtis, de oito anos enquanto sua mãe cumpre pena na prisão. O relacionamento de Scott, sua esposa e Curtis é o ponto alto da trama ligado a eles, embora sua esposa esteja grávida e Scott seja um grande homem, seu coração está dividido em deixar Curtis voltar para mãe e permanecer o garoto.

Ambos os personagens compartilham sua dor, sofrimento e dúvidas durante toda a trama. Embora, a história de Mara seja a mais tocante e também chocante, sua memória está ruim e ele acaba por sempre fazer sua filha e marido passarem vergonha em algum lugar. Seu corpo também está sentindo os sintomas e ela ainda não tem certeza de que forma irá se despedir das pessoas de sua vida.

A narrativa é comum e intensa, enquanto os personagens estão mostrando seus sentimentos somos agraciados com belos diálogos e uma dinâmica familiar formidável em ambos os casos. Scott realmente é um homem família, enquanto Mara é uma mulher que está se acostumando com a ideia de que logo poderá perder a sua.

Dramático é pouco para descrever esse livro, mas não é um sinal ruim. Há drama por toda narrativa e não é exagerada, duas pessoas irão sofrer perdas dentro de cinco dias, perdas que irão mudar suas vidas para sempre e talvez mudar a vida daqueles que os cercam.

É intenso, dramático, simples e triste. Os adjetivos perfeitos para destacar a obra de Julie, a autora realmente merece destaque em seu livro, a obra te transborda em lágrimas e risos em cenas tão belas que você pode enxergar a simplicidade por trás delas. 

Essa obra é tão intensa que é difícil escrever tudo que poderia explicar os sentimentos que esse livro passa. Realmente ainda estou em choque e em lágrimas, uma história que merece ser conhecida e repassada. 

9 de outubro de 2015

29 de setembro de 2015

Review: CSI Immortality




Sei que eu nunca escrevi resenhas de episódios por aqui, só uma análise geral de algumas séries (The MentalistLegend Of The Seeker e Flashpoint) e também sei que já escrevi minha história de amor com essa série de investigação chamada CSI (clique aqui). A série foi cancelada depois de 15 temporadas e para fechar alguns ciclos um filme de duas horas foi exibido no dia 27 de Setembro na CBS e eu assisti (é óbvio).

Quando Anthony E. Zuiker (criador do CSI) perguntou para os fãs no twitter o que eles queriam para o final da série, uma explosão de comentários choveu para ele e quase todos (inclusive o meu) queriam a mesma coisa: um final adequado para Grissom e Sara (GSR). E foi exatamente o que Zuiker fez no final da série, ele nos entregou um final adequado.

Quando um homem bomba explode dentro de um cassino em Las Vegas, a equipe CSI é chamada e DB Russel deixa com que Sara assuma o comando da investigação. É quando Catherine Willows retorna para ajudar levando em conta que o cassino é sua responsabilidade já que ela herdou de seu pai, Sam Braun, há algumas temporadas.

A investigação se inicia e as evidências apontam para Lady Heather e logo Conrad Ecklie questiona o paradeiro de Gil Grissom para sua ex-esposa Sara Sidle que conta que não está em contato com o ex desde o divórcio. Para ajudar no caso, Grissom é chamado e ele retorna, no que resulta em mais atentados que começam a acontecer.

O episódio inteiro é realmente uma tensão, embora num senso crítico tudo que aconteceu de certa forma é ridículo. Mesmo assim foi uma despedida perfeita para os fãs que acompanharam a série por 15 anos. Isso mesmo se você nunca assistiu começar por aqui não é uma boa ideia.

Lady Heather e Sara estão em confronto durante todo o episódio mesmo que quando elas não trocam nenhuma palavra. Grissom e Sara também estão em confronto, mas assim como é característico deles as coisas tentam funcionar, Grissom não tem nenhuma habilidade social considerável para tentar manter um diálogo com Sara, já ela quer que os dois ajam como profissionais e então o episódio inteiro seguiu essa linha.

Todas as provas apontam para Lady Heather e Grissom utiliza de tudo para dizer que a mulher não é culpada e é claro que não darei spoiler sobre o final, mas devo dizer algumas notas:

1. Faltou explorar mais Morgan, Greg e Hodges. A dinâmica desse trio foi explorada durante muitas temporadas, mas não ganhou seu destaque aqui.

2. CSI merecia mais uma temporada para fechar um arco completo para todos os personagens, embora Zuiker deixou o final completamente aberto para que você possa imaginar o que será de cada um a partir dali.

3. Julie Finlay só é citada ao final do episódio e sim, ela morreu.

4. Senti falta do Nick e acho que George Eads deveria ter aceitado participar.

5. A aparição do Jim Brass durou tão pouco que quase me esqueci que ele estava novamente na série.

Houve um arco maior no final, embora a protagonista seja Sara Sidle, afirmo que o final não é sobre ela de forma alguma e sim, sobre o amado e icônico personagem Gilbert Arthur Grissom que deixou uma lição importante e ainda falou sobre si mesmo como nunca fez antes.

O enredo é fraco, mas é o enredo perfeito para dar adeus aos personagens que os fãs acompanharam por 15 anos. Foi o final que eu esperava e o final que me fez chorar.

A série que contou com mais audiência na história da TV deu seu adeus e com ela um suspiro de alegria, nostalgia e saudades.

28 de setembro de 2015

Para Continuar


Para Continuar
Autor: Felipe Colbert
Editora Novas Páginas 
Número de Páginas: 224
Onde Comprar: Saraiva/Submarino
Sinopse: Envolver-se com a jovem Ayako é a oportunidade perfeita para Leonardo César esquecer a sua vida tediosa e perigosamente limitada, tudo por culpa do seu coração defeituoso.

Enquanto isso, com a ajuda de seu avô, Ayako tem a difícil missão de manter inacessível um porão de dimensões que vão além da loja de luminárias que ela gerencia, repleto de milhares de lanternas orientais, cujo mistério envolve os habitantes do bairro da Liberdade.

A partir dos crescentes encontros entre Leonardo e Ayako, uma nova lanterna surgirá para os dois. Eles terão que protegê-la com afinco, ou tudo que construíram juntos poderá desaparecer a qualquer momento.

O que ninguém conseguiria prever é que Ho, um jovem chinês também apaixonado por Ayako, colocaria em risco o futuro desse objeto. E com ele, o sentimento mais importante que dois seres humanos já experimentaram.


Minha Opinião: Simples e doce. Essa é a definição perfeito para o novo livro de Felipe Colbert.

Nessa narrativa conhecemos o jovem de 20 anos Leonardo César que vive em São Paulo, mas não pode viver a vida como ele gostaria que fosse. Leonardo sofre de cardiomiopatia dilatada idiopática, uma insuficiência no músculo cardíaco que dificulta o bombeamento do sangue de forma natural e por causa disso sua vida é limitada e sem nenhuma forma de aventura para um jovem da sua idade. 

Seus pais não permitem que ele tenha um carro é por isso que ele vai e volta de metrô para faculdade e nessas viagens, Leonardo se encanta por uma jovem oriental Ayako que todos os dias pega o metrô junto com ele e desperta sua curiosidade. Tanto pela cultura quanto pela beleza estonteante da moça

Decidido a descobrir sobre ela, Leonardo a segue um dia e vê que a jovem trabalha numa loja de luminárias na Liberdade e assim nossa história de amor se inicia. Quando os dois jovens realmente se dão oportunidade para se conhecer e somos encantados por uma linda história de amor contemporânea e levemente fantasiosa que dá um toque todo especial para a narrativa de Felipe Colbert.

Um dos destaques dessa história é Penka, o melhor amigo de Leonardo, e também aquele que sempre tenta ajudar o melhor amigo se dar bem com sua nova paixão assim como o apoia quanto ao seu problema de saúde.

O livro tem dois narradores: o primeiro é Leonardo em primeira pessoa e em segundo em terceira pessoa acompanhamos a jornada de Ayako e um pouco das pessoas que convivem com ela. Isso facilita muito e deixou a história mais fluída, pois realmente acompanhamos duas personalidades com culturas diferentes apresentando seu próprio mundo.

A Editora Novas Páginas caprichou nessa edição. A capa é realmente linda e ainda, a diagramação do livro está bela e o autor ainda autografou o livro que me deixou muito empolgada. Estou ansiosa para conhecer outras histórias de Felipe Colbert, sua sensibilidade ao romance é muito bom e sua narrativa é leve e muito gostosa de ler.

Acreditei demais no talento desse autor e não me decepcionei.


Numa história suave e arrebatadora Para Continuar mostra uma grande variedade cultural e ainda mantém uma linda história de amor.
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