9 de outubro de 2015

29 de setembro de 2015

Review: CSI Immortality




Sei que eu nunca escrevi resenhas de episódios por aqui, só uma análise geral de algumas séries (The MentalistLegend Of The Seeker e Flashpoint) e também sei que já escrevi minha história de amor com essa série de investigação chamada CSI (clique aqui). A série foi cancelada depois de 15 temporadas e para fechar alguns ciclos um filme de duas horas foi exibido no dia 27 de Setembro na CBS e eu assisti (é óbvio).

Quando Anthony E. Zuiker (criador do CSI) perguntou para os fãs no twitter o que eles queriam para o final da série, uma explosão de comentários choveu para ele e quase todos (inclusive o meu) queriam a mesma coisa: um final adequado para Grissom e Sara (GSR). E foi exatamente o que Zuiker fez no final da série, ele nos entregou um final adequado.

Quando um homem bomba explode dentro de um cassino em Las Vegas, a equipe CSI é chamada e DB Russel deixa com que Sara assuma o comando da investigação. É quando Catherine Willows retorna para ajudar levando em conta que o cassino é sua responsabilidade já que ela herdou de seu pai, Sam Braun, há algumas temporadas.

A investigação se inicia e as evidências apontam para Lady Heather e logo Conrad Ecklie questiona o paradeiro de Gil Grissom para sua ex-esposa Sara Sidle que conta que não está em contato com o ex desde o divórcio. Para ajudar no caso, Grissom é chamado e ele retorna, no que resulta em mais atentados que começam a acontecer.

O episódio inteiro é realmente uma tensão, embora num senso crítico tudo que aconteceu de certa forma é ridículo. Mesmo assim foi uma despedida perfeita para os fãs que acompanharam a série por 15 anos. Isso mesmo se você nunca assistiu começar por aqui não é uma boa ideia.

Lady Heather e Sara estão em confronto durante todo o episódio mesmo que quando elas não trocam nenhuma palavra. Grissom e Sara também estão em confronto, mas assim como é característico deles as coisas tentam funcionar, Grissom não tem nenhuma habilidade social considerável para tentar manter um diálogo com Sara, já ela quer que os dois ajam como profissionais e então o episódio inteiro seguiu essa linha.

Todas as provas apontam para Lady Heather e Grissom utiliza de tudo para dizer que a mulher não é culpada e é claro que não darei spoiler sobre o final, mas devo dizer algumas notas:

1. Faltou explorar mais Morgan, Greg e Hodges. A dinâmica desse trio foi explorada durante muitas temporadas, mas não ganhou seu destaque aqui.

2. CSI merecia mais uma temporada para fechar um arco completo para todos os personagens, embora Zuiker deixou o final completamente aberto para que você possa imaginar o que será de cada um a partir dali.

3. Julie Finlay só é citada ao final do episódio e sim, ela morreu.

4. Senti falta do Nick e acho que George Eads deveria ter aceitado participar.

5. A aparição do Jim Brass durou tão pouco que quase me esqueci que ele estava novamente na série.

Houve um arco maior no final, embora a protagonista seja Sara Sidle, afirmo que o final não é sobre ela de forma alguma e sim, sobre o amado e icônico personagem Gilbert Arthur Grissom que deixou uma lição importante e ainda falou sobre si mesmo como nunca fez antes.

O enredo é fraco, mas é o enredo perfeito para dar adeus aos personagens que os fãs acompanharam por 15 anos. Foi o final que eu esperava e o final que me fez chorar.

A série que contou com mais audiência na história da TV deu seu adeus e com ela um suspiro de alegria, nostalgia e saudades.

28 de setembro de 2015

Para Continuar


Para Continuar
Autor: Felipe Colbert
Editora Novas Páginas 
Número de Páginas: 224
Onde Comprar: Saraiva/Submarino
Sinopse: Envolver-se com a jovem Ayako é a oportunidade perfeita para Leonardo César esquecer a sua vida tediosa e perigosamente limitada, tudo por culpa do seu coração defeituoso.

Enquanto isso, com a ajuda de seu avô, Ayako tem a difícil missão de manter inacessível um porão de dimensões que vão além da loja de luminárias que ela gerencia, repleto de milhares de lanternas orientais, cujo mistério envolve os habitantes do bairro da Liberdade.

A partir dos crescentes encontros entre Leonardo e Ayako, uma nova lanterna surgirá para os dois. Eles terão que protegê-la com afinco, ou tudo que construíram juntos poderá desaparecer a qualquer momento.

O que ninguém conseguiria prever é que Ho, um jovem chinês também apaixonado por Ayako, colocaria em risco o futuro desse objeto. E com ele, o sentimento mais importante que dois seres humanos já experimentaram.


Minha Opinião: Simples e doce. Essa é a definição perfeito para o novo livro de Felipe Colbert.

Nessa narrativa conhecemos o jovem de 20 anos Leonardo César que vive em São Paulo, mas não pode viver a vida como ele gostaria que fosse. Leonardo sofre de cardiomiopatia dilatada idiopática, uma insuficiência no músculo cardíaco que dificulta o bombeamento do sangue de forma natural e por causa disso sua vida é limitada e sem nenhuma forma de aventura para um jovem da sua idade. 

Seus pais não permitem que ele tenha um carro é por isso que ele vai e volta de metrô para faculdade e nessas viagens, Leonardo se encanta por uma jovem oriental Ayako que todos os dias pega o metrô junto com ele e desperta sua curiosidade. Tanto pela cultura quanto pela beleza estonteante da moça

Decidido a descobrir sobre ela, Leonardo a segue um dia e vê que a jovem trabalha numa loja de luminárias na Liberdade e assim nossa história de amor se inicia. Quando os dois jovens realmente se dão oportunidade para se conhecer e somos encantados por uma linda história de amor contemporânea e levemente fantasiosa que dá um toque todo especial para a narrativa de Felipe Colbert.

Um dos destaques dessa história é Penka, o melhor amigo de Leonardo, e também aquele que sempre tenta ajudar o melhor amigo se dar bem com sua nova paixão assim como o apoia quanto ao seu problema de saúde.

O livro tem dois narradores: o primeiro é Leonardo em primeira pessoa e em segundo em terceira pessoa acompanhamos a jornada de Ayako e um pouco das pessoas que convivem com ela. Isso facilita muito e deixou a história mais fluída, pois realmente acompanhamos duas personalidades com culturas diferentes apresentando seu próprio mundo.

A Editora Novas Páginas caprichou nessa edição. A capa é realmente linda e ainda, a diagramação do livro está bela e o autor ainda autografou o livro que me deixou muito empolgada. Estou ansiosa para conhecer outras histórias de Felipe Colbert, sua sensibilidade ao romance é muito bom e sua narrativa é leve e muito gostosa de ler.

Acreditei demais no talento desse autor e não me decepcionei.


Numa história suave e arrebatadora Para Continuar mostra uma grande variedade cultural e ainda mantém uma linda história de amor.

27 de setembro de 2015

Supernova: A Estrela dos Mortos


Supernova: A Estrela dos Mortos
Autor: Renan Carvalho
Editora Novas Páginas
Número de Páginas: 480
Onde Comprar: Saraiva/Submarino
Sinopse:  Após deixar sua cidade natal, Leran está perdido em busca de uma pessoa que possa ajudar sua irmã Luana a controlar seus poderes. Enquanto foge de caçadores colocados em seu encalço, o arqueiro conhecerá novos lugares e aliados para sua jornada. Ao mesmo tempo, Tlavi, a jovem Estrela da Cura, tenta desvendar os mistérios de um criminoso capaz de erguer as forças das trevas no território pacificado do Reino Central. O caminho desses personagens está ligado pelo destino. Será que poderão lutar juntos para descobrir como vencer os novos inimigos? Conseguirá Luana despertar sua verdadeira força? Como Leran agirá diante da evolução dos poderes da irmã? É o que você vai descobrir em Supernova: A Estrela dos Mortos.

Minha Opinião: Esse é o segundo livro da série Supernova do Renan Carvalho e a resenha do primeiro livro você pode acompanhar aqui. Nessa continuação somos presenteados com muita magia e cenas contínuas de ação.

O segundo volume da série inicia sua história fora da cidade de Acigam e conhecemos novos personagens que permeiam a história. A primeira parte é narrada por uma personagem destaque na qual amei assim que comecei sua narração, Tlavi, a estrela da cura foi mandada para Cidade de Cimérium para investigar estranhas mortes que estão ocorrendo na cidade. Ela e sua equipe viajam até a cidade e descobrem que o problema é muito maior do que uma doença comum e muito perigoso, algo que pode acabar mais vidas do que qualquer pessoa pode imaginar.

A segunda parte do livro é narrado pelo arqueiro Leran e sua fuga de Acigam que agora lhe proporciona aventuras e perigos muito maiores do que ele poderia imaginar e não darei mais detalhes para não ter spoiler do livro durante essa resenha. 

Mais uma vez Renan Carvalho trabalhou uma personagem feminina forte e mais uma vez ele merece destaque nisso. Eu tenho um fraco por personagens femininas que sabem o que querem e como conseguir e as vezes sinto falta disso na literatura (seriados estão lotados de personagens assim).

Outro ponto positivo é que a escrita do autor aumentou torrencialmente. Não estou dizendo em questão de páginas, mas que a qualidade de sua escrita melhorou muito e é possível perceber logo nas primeiras linhas, assim como sua crítica forte ao sistema continua perpetuando sua narrativa e trazendo grandes reflexões.

A Editora Novas Páginas trabalhou de forma impecável na diagramação, ilustração e na capa. Está tudo em harmonia e muito bem desenvolvido que melhora ainda mais a aparência do livro.

Leran e outros personagens estão mais maduros nessa história e acredito que é devido aos acontecimentos do primeiro livro. Com isso podemos acompanhar uma evolução pessoal do personagem que foi muito bem caracterizado. 

O mundo fora Acigam recebeu descrições detalhadas na qual é possível perceber todas as nuances de cada local, Renan Carvalho também fez um apêndice que facilitou muito na hora de observar locais e lembrar de personagens já que o livro possui uma boa quantidade deles.

Com a ação e magia do começo ao fim, Supernova tem tudo para alçar seu público e deixar ansiando por mais.

Supernova: O Encantador de Flechas


Supernova: O Encantador de Flechas
Autor: Renan Carvalho
Editora Novas Páginas
Número de Páginas: 440
Onde Comprar: Saraiva/Submarino
Sinopse: Imersa em uma ditadura implacável, a isolada cidade de Acigam sofre com a ameaça da guerra civil. De um lado, a Guilda, um grupo que utiliza os ensinamentos da Ciência das Energias para exigir direitos para a população. Do outro, um governo tirano, resguardado por soldados especialistas em aniquilar magos — nome vulgar dado aos praticantes da tal ciência. No meio desse conflito vive Leran, que, após ser tragado para a rebelião, tenta aprender mais sobre sua misteriosa habilidade de encantar objetos com a energia dos elementos.

Com uma narrativa envolvente e reviravoltas incríveis, Supernova: O Encantador de Flechas é um livro que vai arrebatar os fãs de fantasia.

Minha Opinião: Esse é o primeiro livro do autor nacional Renan Carvalho e o que posso dizer sobre esse livro é apenas que: Renan tem algo a dizer.

A história do livro se passa em Acigam, uma cidade isolada e alheia ao mundo devido há um governo extremamente controlador. Tudo isso devido há um povo que anos atrás se utilizava da verdadeira ciência e magia intitulados de Guilda, nesta época também ocorreu uma guerra e governo com a ajuda de Silenciadores, criaturas que podem aniquilar magia, a Guilda desapareceu e Acigam teve seus portões fechados, altos muros e um governo opressor.

Então conhecemos o protagonista, Leran é um jovem prestes a fazer 18 anos e é o melhor da turma em arco e flecha. O talento é tanto que seu professor o presenteia com um arco e flecha. Também somos apresentados a sua família e a sua rotina e assim o livro se arrasta sobre o relacionamento familiar(com Luana, sua irmã, sua mãe e seu avô).

A história se inicia quando Leran presencia um assassinato por uma estranha criatura que derrotou alguém que estaria utilizando de magia. Assustado e com medo que Acigam finalmente está possuindo problemas, Leran acaba conhecendo a Guilda que ainda existe e luta para acabar com o governo.

Em paralelo, Leran conhece Judra, uma garota bela que desperta seus sentimentos e lhe faz questionar se o mundo que ele acredita ser belo é tão belo assim.

Com críticas sociais e políticas, Renan Carvalho construiu uma trama densa com muitos detalhes de um universo totalmente criado por ele desde os mapas, a ciência e também como surgiu esse mundo na qual escreveu. A criatividade do autor é realmente impressionante e muito bem trabalhada durante o livro, talvez, a única coisa que tenho para apontar como falha é um excesso de descrição em pontos onde os personagens já haviam passado e descrito antes.

A obra possui pontos de viradas extremamente impressionantes e o final também é surpreendente, apesar da comédia e o romance serem meio clichê nada disso atrapalha o desenvolvimento da história até o seu final e Renan Carvalho pode se orgulhar de feito um bom trabalho.
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